O gráfico abaixo integra o Documento-síntese para os Seminários Regionais Plansab, série de eventos organizados pelo Ministério das Cidades nas diversas regiões do País para discutir a criação do Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab).Os dados são claros – e mostram o tamanho do desafio que o País tem a enfrentar para levar os serviços de água e esgoto a toda a população. Segundo estimativas, para que a universalização seja atingida em 20 anos, os investimentos anuais devem ser equivalentes a 0,6% do PIB.
Durante a década de 80, quando foram registrados os picos de investimento na área, o desembolso chegou perto dos 0,5% do PIB. De lá para cá, no entanto, houve sucessivas quedas. Em 2002 atingiu-se patamar inferior a 0,1% do PIB. O documento diz ainda que nos últimos anos a previsão de aplicações na área cresceu, mas que ainda não é possível verificar quanto efetivamente foi investido.
Diante desse cenário, fica evidente que a participação privada será essencial para garantir os investimentos necessários no setor. “Em Itapema, por exemplo, investimos mais de R$ 70 milhões nos últimos anos. Não parece equivocado dizer que, pela análise do histórico da cidade, dificilmente esse desembolso teria sido feito em tão pouco tempo sem a concessão dos serviços”, diz Manoel Motta Netto, diretor da empresa. De fato, entre a década de 70 e o início dos anos 2000 não foi implantado um metro sequer de rede coletora na cidade. Hoje só na Meia Praia estão em uso mais de 54 quilômetros. A cidade também ganhou em fevereiro de 2007 a estação de tratamento de esgoto.
% do PIB investido em abastecimento de água e em esgotamento sanitário no Brasil, 1970 - 2002

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Fonte: Rezende e Heller, 2008 |